Ensino Bíblico

Deus não é só amor

A expressão “Deus é amor” é muito conhecida, sabemos que por amar a Humanidade Jesus veio a esse mundo. Ele limpou os nossos pecados e colocou em prática um plano de salvação muito mais amplo: agora não era apenas o povo de Israel que seria salvo mas todas as nações bastando para isso apenas crer. No entanto, lendo as escrituras sagradas vemos que Deus não é somente amor. Diante da vastidão do conhecimento divino, nesse artigo vamos nos concentrar no livro de Oséias em seu capítulo segundo. Nessa leitura vemos Deus dizendo para nos rebelarmos. Isso mesmo:

“Contendei com vossa mãe, contendei, porque ela não é minha mulher, e eu não sou seu marido; e desvie ela as suas prostituições da sua vista e os seus adultérios de entre os seus seios.” (Oséias 2:2).

Se você leu os artigos sobre as doutrinas que tiram sua liberdade vai compreender o sentido do versículo acima. Vai lembrar também da relação em forma de cruz: vertical com Deus e horizontal com os irmãos em Cristo. Nessa passagem vemos que Israel se corrompeu e se desviou dos caminhos divinos e ao adorar outros deuses virou as costas para quem a protegeu, a alimentou e a fez prosperar.

“Ela, pois, não reconhece que eu lhe dei o grão, e o mosto, e o azeite, e que lhe multipliquei a prata e o ouro, que eles usaram para Baal.” (Oséias 2:8).

É muito importante estarmos vigilantes pois se o local onde você congrega hoje não é mais fiel a Deus não há motivo para continuar nele. Infelizmente vemos igrejas sendo pintadas de preto, onde habitava a luz agora as trevas aos poucos vão se infiltrando. Uma permissão aqui, uma concessão ali e quando percebemos parece que estamos em uma casa de show em vez de um lugar para adorar a Deus. Não se iluda, pois, lugares como esse são como castelos de areia: um dia irão desmoronar.

“E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas, e os seus sábados, e todas as suas festividades. (Oséias 2:11); Castigá-la-ei pelos dias dos Baalins, nos quais lhes queimou incenso, e se adornou dos seus pendentes e das suas jóias, e andou atrás de seus amantes, mas de mim se esqueceu, diz o SENHOR.(Oséias 2:13)”.

Ainda bem que temos a misericórdia de Deus em nossas vidas e a boa notícia é que mesmo em lugares cuja direção se esqueceu de Deus existe a possibilidade do perdão divino e da reconciliação sincera. Nosso Pai mostrará o que está errado e concederá o perdão desde que, é claro, seja admitido a infidelidade.

“Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. E lhe darei as suas vinhas dali, e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias de sua mocidade, e como no dia em que subiu da terra do Egito. E naquele dia, diz o SENHOR, tu me chamarás: Meu marido; e não mais me chamarás: Meu senhor.” (Oséias 2:14-16).

Eis a beleza da Palavra de Deus, devemos aprender mais essa lição: Deus não te quer como gado que apenas obedece as instituições terrenas, Ele quer sua fidelidade independente da denominação Cristã ao qual você participa. Ele deseja que estejamos atentos aos desvios dos homens para não mais segui-los mas continuarmos sendo fiéis a Deus e ao Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fabiano Catrinck.

Veja mais em Doutrinas que tiram a sua liberdade 1 e 2.

Segue abaixo a versão em podcast:

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Ensino Bíblico, Reflexões

Doutrinas que Tiram sua Liberdade – Parte 2

A armadilha dos dízimos e ofertas

Doutrinas que tiram a sua liberdade parte 2 vai falar sobre a armadilha dos dízimos e ofertas
Foto por Pixabay em Pexels.com

Introdução

Uma das coisas mais difíceis na vida com Deus é separar o santo do profano. Quando se fala em dinheiro então a coisa complica ainda mais pois mexe com a cobiça do Homem. Diante de tantos maus exemplos ofertar à casa de Deus tornou-se algo desafiador.

Os dízimos e as ofertas estão explícitos em várias passagens bíblicas. O ato de ofertar é um ato de fé e uma ordenança divina. O problema surge quando líderes gananciosos constrangem seus liderados, submetendo-os a fazerem sacrifícios em prol do próprio bolso pois em vez da oferta ter a sua finalidade cumprida ela acaba parando no bolso de pessoas gananciosas.

É sobre isso que irá tratar esse artigo.

O que diz a Palavra de Deus sobre os dízimos e ofertas?

Esse assunto é bem amplo e não será feito aqui uma cobertura geral sobre dízimos e ofertas. O ponto focal será algumas mensagens de Deus a respeito do tema e as armadilhas que são usadas quando trechos isolados são usados como argumento para coação dos crentes.

Primeira mensagem Gênesis 4:3-7. Vamos começar por uma das primeiras passagens que fala sobre ofertar à Deus. Nessa leitura aprendemos pelo menos três coisas: O carinho que Abel tinha com Deus pois separou a primeira cria do seu rebanho (o Criador era sua prioridade); o capricho que Abel tinha pois além de ser a primeira cria também foi ofertado a melhor parte; a preocupação que Deus teve com o coração de Caim ao notar a sua ira quando teve sua oferta rejeitada.

Nesse trecho da bíblia portanto aprendemos que devemos ter capricho e carinho com a oferta que entregamos a Deus. Essa oferta é o fruto do seu trabalho (pode ser dinheiro mas não necessariamente), um trabalho bem feito vai render mais, seu trabalho na Obra de Deus é uma oferta, o seu louvor é uma oferta e devemos ser sempre gratos a Ele por tudo e devemos estar atentos para que a inveja, o ciúme e a cobiça não nos façam pecar.

Segunda mensagem 2 Coríntios 9:6-8. Aqui teremos uma armadilha muito utilizada por falsas lideranças. Esse trecho isolado pode ser usado para convencer você a ofertar mais do que o seu coração realmente desejava pois “…quem oferta pouco colhe pouco mas quem oferta com abundância será farto…” o interessante é que estando atento perceberá você que deve contribuir conforme o seu coração e não de acordo com o que estão lhe dizendo “…Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria…”.

Se alguém falar esse versículo e a dúvida nascer no seu coração, ore a Deus e leia todo o capítulo 9 em vez de apenas o trecho isolado. E perceberá que Paulo estava preparando a igreja para receber os macedônios e tivesse recursos para que não faltasse nada para recepcionar bem os visitantes.

Sob esse ponto de vista sua percepção mudará e verá que as palavras distorcidas que lhe disseram nada tem a ver com a verdade contida na bíblia.

Terceira mensagem Malaquias 3:8-10. Eis uma palavra dura sobre dízimos e ofertas muitas vezes usada para oprimir os fiéis e forçá-los a contribuir sob o argumento de que se não der sua contribuição estará roubando a Deus e como moeda de troca é dito que você receberá muito mais prosperidade.

Vamos entender o que é fato e o que é contradição: Deus não deve nada a ninguém, logo, se você contribui de coração no momento certo será recompensado e isso não é moeda de troca pois quem planta coisas boas vai colher algo bom com a diferença é que nosso Pai costuma nos surpreender na colheita 🙂 . A contradição é quando se usa o trecho isolado da bíblia para nos convencer a fazer algo que não é do nosso coração.

Quando lemos Malaquias 3 a partir do primeiro versículo vemos algo lindo e que nada tem a ver com a palavra opressora do trecho isolado (versos 8 a 10). Veremos na verdade que Jesus é anunciado nesse capítulo e temos nos versículos 3 e 4 que nosso Salvador irá nos purificar.

Então quando escutar essa leitura não se intimide, não se sinta oprimido, sinta-se alegre pois nosso amado Jesus é anunciado nela.

Conclusão

Os dízimos e ofertas estão previstos e vastamente documentados na bíblia. Sempre devemos contribuir conforme o nosso coração, com carinho e capricho como fez Abel, com fé como fez a senhora que entregou sua moeda, por acreditar na Obra como recomendou Paulo mas NUNCA porque alguém quis te obrigar.

Fabiano Catrinck.

Segue abaixo a versão resumida em podcast:

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Reflexões

Doutrinas que Tiram sua Liberdade – Parte 1

Deus quer que você o adore por amor e não por obrigação

Nesse artigo vemos que devemos amar a Deus por vontade própria e não por pressão de ninguém.
Foto por Kevin Bidwell em Pexels.com

Introdução

É fácil afirmar que Deus é amor. A dificuldade vem quando tentam colocar em nossas mentes restrições que aprisionam a nossa fé em vez de nos levar pelo caminho da salvação.

Há instruções que são de Deus: Como devemos agir sendo cristãos, imitadores de Jesus nosso salvador.

Temos também as doutrinas criadas pelo Homem, alguns mal-intencionados visam o enriquecimento próprio, outros se preocupam com a direção de suas ovelhas e tentam aconselhá-las no caminho do bem.

A nossa alma tende a se perder em vários pensamentos. Veremos isso a seguir.

Não devemos coxear em dois pensamentos

Você sabe o que significa coxear? Quando coxeamos apresentamos um comportamento de hesitação (dúvida) sobre algo.

No livro de João no capítulo 14, versículo 6 temos a seguinte leitura: “Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.”

Portanto não devemos duvidar ou hesitar. Jesus é o nosso caminho e para chegarmos ao Pai devemos segui-lo. Em 1 Reis 18:21 está escrito: “Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu.”. Nessa leitura o profeta chama a atenção do povo para que se decida entre seguir a Deus ou a outra coisa.

Os perigos por trás da leitura sem entendimento

O risco maior que corremos é quando não conhecemos a Palavra de Deus realmente. Decorar versículos não significa conhecer.

A grande armadilha chama-se texto fora de contexto. É comum vermos trechos da bíblia sendo divulgados em campanhas, redes sociais e outros meios de comunicação como verdades absolutas tendo o seu sentido distorcido para atender a propósitos particulares.

Dessa forma temos o uso das instruções de Deus como forma de aprisionar os crentes. Uma pessoa má pode facilmente citar, por exemplo, João 14:6 para te convencer que não deve congregar na igreja x ou y pois somente a sua denominação é a “verdadeira” e aí você se sentirá preso…

As coisas se complicarão ainda mais quando seu coração doer de tristeza ao observar eventos que lhe causam desconforto e você não poder sair dali…

Então se sentirá indigno, impuro por estar em uma congregação “abençoada” mas não conseguir agir conforme os seus costumes. Hábitos e práticas que nada tem a ver com Deus mas sim com os objetivos de alguns. Isso poderá te levar a uma depressão ou síndrome do pânico, então, antes que isso aconteça é necessário agir, se libertar.

Jesus veio para por luz onde há trevas

Mas a verdade sempre prevalecerá sobre a mentira, nosso Deus não é de confusão. Se sentir que algo está errado na congregação onde você está agora, ore a Deus e peça o seu esclarecimento. A direção Divina nunca erra.

Não se sinta preso a um prédio ou a palavras ditas por pessoas que parecem ser do bem mas suas atitudes não são coerentes. Lembre-se que a relação nossa com Deus deve ser em formato de cruz: vertical – foco na adoração a Deus; horizontal – relacionamento com os irmãos em Cristo.

Primeiro veja se o seu caminho está correto: Seu caminho é Jesus?

Com o caminho correto a denominação é a tarefa seguinte: Uma boa relação horizontal vai te ajudar a crescer tanto pessoalmente quanto espiritualmente.

No livro de João 8:32 a Palavra nos diz: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

Se sigo a Jesus e a sua verdade me libertou então não preciso acreditar nos Homens?

Não é bem assim, devemos respeitar as autoridades constituídas e se generalizarmos cairemos na mesma armadilha do texto fora de contexto.

Lembra do relacionamento horizontal? Deus não nos fez autossuficientes. Somos seres que precisam viver em sociedade respeitando as diferenças mas não abrindo mão da Graça Divina.

Somente Jesus é o caminho mas devemos segui-lo por vontade própria.

Nosso Deus não te aprisiona, não te escraviza, não te proíbe de falar com as pessoas, isso é até contraditório pois a missão da Igreja é apresentar a Palavra de Deus àqueles que não a conhecem.

Não podemos adorar a Deus junto com qualquer outra coisa.

Precisamos ter entendimento e maturidade para reconhecer e separar o amor que temos às pessoas e o apego que temos às coisas materiais da divindade de Deus.

Fabiano Catrinck.

Segue abaixo a versão em podcast:

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